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O RÁDIO CHEGA A JOINVILLE A PARTIR DE UM SISTEMA DE ALTO-FALANTES
Em 1º de fevereiro de 1941 o rádio chega a Joinville a partir do sistema de alto-falantes. A iniciativa foi de Wolfgang Brosig, neto de Carlos Bernardo Otto Boehm (Otto Boehm) redator-proprietário do jornal Kolonie Zeitung o primeiro jornal impresso da cidade, fundado em 1862. Em 1938, Brosig instalou um sistema de alto-falantes da cidade e inovou: no dia 7 de setembro retransmitiu, a partir de sua casa, o pronunciamento do presidente Getúlio Vargas, comemorativo à data. Montou um pequeno transmissor que permitiu também a captação do discurso do presidente por moradores possuidores de receptores de rádio. Estava lançada a semente da primeira emissora de rádio da cidade, acostumada às ondas hertzianas brasileiras da Record, Nacional, Tupy de São Paulo, entre outras.
O estúdio ficava no porão da casa de Brosig de onde, solitariamente, ele produzia e irradiava a programação que era apenas musical, das 12 às 14 e das 16 às 23 horas. Em 1940 estúdio foi transferido para a rua das Palmeiras e foi iniciado o processo de legalização da emissora. No dia 1 de fevereiro de 1941 entrava oficialmente ao ar a Rádio Difusora de Joinville, emissora ZYA-5, resultado de uma sociedade que reunia além de Brosig sócios Walter Brand, Eugênio Boehm e João Piepper.
A emissora AM sintonizada da frequência de 1600 quilohertz, dirigida por seu fundador, mais tarde também com a participação da esposa Juracy, logo conquistou a preferência da população. Manteve suas instalações na Alameda Brüstlein (Rua das Palmeiras), depois no edifício Colon na rua do Príncipe esquina com Jacob Richlin. Em março de 1951 transferiu as instalações para sede própria na rua Pedro Lobo, 219.

Deve-se a Waldyr Ribeiro a fachada da antiga sede da Rádio Difusora de Joinville, feita em mosaico em 1951, com concepção modernista e contendo símbolos da música, do teatro e com os louros dos poetas. O prédio histórico, então situado na Rua Pedro Lobo, foi totalmente demolido para dar lugar ao Shopping Mueller.
Prédio moderno com dois estúdios, auditório com 160 lugares; ampla discoteca;gravadora de jingles; estações de trabalho para a redação da equipe esportiva, jornalística, rádio escuta, além de departamento comercial, o verdadeiro Palácio do Rádio Joinvilense. Antenas e transmissores instalados no alto do morro Boa Vista foram transferidos para a rua Rio Doce, no bairro Guanabara.
Uma máquina para gravar discos em acetato que atendia a gravação de jingles publicitários para a emissora e para atender rádios de outras cidades de Santa Catarina. Para a gravação de jingles para a emissora era utilizado o estúdio B que ficava no térreo. Ao microfone, o locutor fazia a leitura do texto que era gravado em fita magnética e depois passado para o disco de acetato através da máquina gravadora. As gravações para outras emissoras eram feitas a partir de fitas magnéticas enviadas de diversas cidades.
O disco de acetato é um tipo de disco, um meio mecânico e analógico de armazenamento de som, amplamente usado na radiodifusão da década de 1930 até meados dos anos 60 na radiodifusão. Diferentemente dos discos de vinil, que são rapidamente moldados a partir de pedaços de plástico (policloreto de vinila) através de produção em massa, o assim chamado disco de acetato é criado através do uso de um torno de gravação para talhar um sulco com um sinal de áudio modulado na superfície de um disco virgem especial, envernizado, uma operação que consome muito tempo e exige o uso de um equipamento caro, sensível e delicado, além de experiência para a obtenção de bons resultados.
Bairro Itaum sua história e sua gente
Entrevistada em julho de 2000, prestes a completar 101 anos a Sra. Maria Júlia Pereira da Costa, viúva de João Costa Júnior (João Costa), conta um pouco da história do atual bairro Itaum. Terrenos para a construção da Igreja Nossa Senhora de Fátima; para o cemitério e para a construção da Escola Municipal João Costa, foram doados por seu marido. A moradora revela também a origem da denominação do bairro Fátima. Por ocasião da entrevista a Sra. Maria Júlia estava acamada. O sucesso do nosso trabalho só foi possível com a colaboração de seus filhos Otávio Costa (85 anos) e Dulce (65 anos).
Vamos conhecer mais um capítulo da série "Itaum sua História e sua gente" publicado no Jornal do Itaum, edição de 30 de junho/2000. As informações foram relatadas pela centenária Sra. Maria Júlia Pereira da Costa, viúva de João Costa Júnior (João Costa). A entrevistada nasceu no Itaum, em outubro de 1899. Prestes a comemorar 101 anos, por ocasião da entrevista ela estava acamada.
Bastante lúcida, a Sra. Maria Júlia relata: "Tínhamos um comércio que ficava em frente do local onde hoje está o PA-24 horas, também uma grande área onde plantávamos arroz, mandioca e cana, principalmente. A produção de arroz era vendida para a empresa Germano Stein. Farinha e açúcar produzidos em nossos próprios engenhos eram vendidos em nossa casa comercial", relata Maria Júlia.
"Para aumentar a área de cultivo havia a necessidade de cortar árvores que se transformavam em lenha que era utilizada para alimentar nossos fornos e fogão. O excedente era vendido para a RFPSC - Rede Ferroviária Paraná Santa Catarina - para abastecer as caldeiras das locomotivas", continua a entrevistada." Ela conta que a atual rua Monsenhor Gercino era denominada Estrada Bupeva, e a rua Fátima conhecida por "Caminho do Porto", através do caminho era possível chegar ao rio Itaum-mirim, onde era possível pescar por ocasião das marés altas.
Para assistir a celebração de missas aos domingos na Igreja Sagrado Coração de Jesus, os moradores se deslocavam de carroça ou a pé sobre os trilhos da ferrovia até a estação."Parte de nossas terras pertenceram à três gerações", conta a entrevistada."O pai de meu marido, João José da Costa, deixou alguma terra de herança e meu marido, mais tarde, foi adquirindo mais terrenos. Para construir a igreja Nossa Senhora de Fátima, o cemitério e a Escola Municipal João Costa, os terrenos foram doados pelo meu marido".
Origem do nome da rua e do bairro
"Um morador doou uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, por uma graça alcançada. A imagem ficou em nossa casa por cerca de três anos, durante este período, grande número de pessoas se reuniam no final das tardes para diante da santa promover a reza do terço ou novenas. Acho que o nome da rua e do bairro Fátima têm a ver com a presença da imagem da santa"
"Eram poucos os moradores das redondezas, lembro das famílias Cidral, Batista e Martins. Assim como as outras, nossa família trabalhava na lavoura. Os momentos de folga eram poucos e nosso passatempo preferido era ouvir música e notícias através do rádio". Assim termina a entrevista.
Maria Júlia Pereira da Costa, é viúva de João Costa Júnior (João Costa), o casal teve 12 filhos. Ela é nora de João José da Costa e na data da entrevista já morava há anos na casa n. 95 da rua Fátima.

Foto: Arquivo JI/Maria Júlia Pereira da Costa com 100 anos, entrevistada em junho/2000
ACONTECEU EM JOINVILLE NO DIA 5 DE MARÇO
No dia 5 de março de 2006, há 15 anos, era lançado o programa "Vigilantes da Chuva", uma ação educativa e preventiva envolvendo escolas públicas e particulares de Joinville e Defesa Civil. Também integrando professores das disciplinas de geografia e ciências das 5ªs séries das escolas municipais, estaduais e particulares. A proposta, numa primeira etapa é instalar pluviômetros nas escolas e criar uma rede com informações sobre os índices pluviométricos em todo o município.
Neste mesmo dia, em 2018, falecia o padre Luiz Fachini, fundador das Cozinhas Comunitárias de Joinville. Em 1975 fundou a paróquia Cristo Ressuscitado, no bairro Floresta onde ficou até 1999, quando criou a paróquia Nossa Senhora de Belém, no bairro Bohemerwald. Seu corpo foi sepultado na cripta da Catedral São Francisco Xavier.

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